O Enólogo trabalha na vinícola e é responsável por todas as decisões de produção do vinho: escolha do local do vinhedo, métodos de irrigação, escolha das mudas, da melhor hora para plantar, para podar, para colher. Define as técnicas de vinificação, os cortes, o tempo de amadurecimento e a hora de colocar o vinho no mercado. São muitas as decisões importantes que ele (ou ela!) precisa tomar durante todo o processo de produção e como estas decisões são cruciais para o resultado final. Todos os vinhos que colocamos em nossas taças são fruto deste árduo trabalho. Aplausos calorosos para os Enólogos.
Somos todos nós, que gostamos de vinhos, que freqüentamos feiras e apresentações de vinhos, que fazemos anotações sobre os vinhos que tomamos, que freqüentamos confrarias ou encontros de vinhos, enófilos com diferentes níveis de conhecimento sobre vinhos. Nós somos enófilos e você também é embora nem soubesse disso.
Um comentário muito inteligente diz que "Enólogo é o cara que diante do vinho toma decisões, e Enófilo é aquele que, diante das decisões toma vinho" (de Luiz Groff).
Já que estamos falando dos personagens do vinho, precisamos ainda apresentar o Sommelier.
Ele é o soldado do vinho. Não raramente é um garçom talentoso para o assunto que estudou e se especializou.
O sommelier trabalha em restaurantes e lojas de vinhos, orientando os clientes a respeito da melhor escolha para acompanhar os alimentos escolhidos.
Aqui cabe uma observação: a medicina já provou que as mulheres têm o aparelho olfativo melhor do que o dos homens, sendo assim, o futuro das mulheres é ocupar cada vez mais lugar no mundo dos vinhos, seja como Enólogas, Sommeliers ou simplesmente Enófilas.
Não conseguimos deixar de fazer um pedido: vigie-se, controle-se, contenha seus impulsos, se preciso use venda, mordaça, algemas e se amarre ao pé da mesa, mas, por favor, não se torne um enochato.
Enochato é aquela espécie da qual todos nós conhecemos um exemplar (ou vários).
O enochato chega nas festas ou no restaurante, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entender de vinhos tanto quanto ele.
É justamente por causa dos enochatos que o vinho tem essa fama de coisa complicada, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e chata.
Propomos aqui uma campanha internacional de extermínio dos enochatos e para isso não é preciso usar violência, basta que ninguém mais preste atenção às macaquices deles frente a uma taça de vinho. Sem platéia o enochato murcha, perde a pose e sai de fininho.
É preciso acabar com essa impressão que as pessoas têm do vinho.
No século 17, a Igreja Católica dava pão e vinho às famílias pobres! Vinho era considerado item de primeira necessidade, fazia parte da cesta básica!
Todo mundo deveria ter a oportunidade de aprender a tomar vinhos, sem achar que o vinho e sua cultura representam chatice ou um bicho papão, cheio de mistérios e dificuldades.
A partir de agora você também é um soldado nessa luta para popularizar o vinho.