
Esta vinícola produz: Vinhos Finos
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Os enólogos Gladistão Omizzolo e Rosana Wagner uniram-se para realizar um sonho antigo: elaborar um grande vinho. Para isso, em 1999 iniciaram o projeto da Vitivinícola Cordilheira de Santana, quando partiram do zero, desde a escolha do terreno, das castas ideais, da preparação das mudas, da plantação das primeiras videiras e da construção de uma adega para elaboração dos vinhos. É isto que identifica a empresa como uma Adega Regional de Vinhos Finos, pois é possível controlar todo o processo, desde a produção das uvas, passando pela elaboração dos vinhos até o engarrafamento e amadurecimento nas caves num único local.
A Vitivinícola Cordilheira de Santana foi criada para proporcionar prazer no consumo de vinhos a um seleto número de clientes especiais, através da produção e comercialização de vinhos de excepcional qualidade e suprindo o mercado brasileiro com vinhos de reconhecimento internacional. O valor principal que norteia a atividade é o respeito ao cliente.

Diferente da maioria das vinícolas brasileiras, que surgiram a partir de negócios familiares, a Cordilheira de Sant’Ana nasceu de um longo e cuidadoso estudo com o objetivo de elaborar vinhos absolutamente íntegros, de modo a levar ao consumidor momentos de plenitude, satisfação e prazer. São vinhos que foram planejados para, dentro de sua aptidão natural, nos brindarem com o máximo do seu potencial.
A busca deste ideal exigiu um grande conhecimento de todo o trabalho a ser realizado, começando pela identificação da região para a implantação do projeto e das cepas que melhor se adaptariam ali. Todas as evidências apontaram para a região de Palomas, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul e as cepas mais adaptadas não deixavam dúvidas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat dentre as tintas; Chardonnay, Gewurztraminer e Sauvignon Blanc dentre as brancas. A área total da propriedade é de 46 hectares, sendo 24 hectares de vinhedos conduzidos em sistema de espaldeiras com um cordão esporonado.
A adega de produção de vinhos tem uma área de 750 m2 e capacidade de estocagem de 160.000 litros. Foi construída numa concepção moderna e todos os equipamentos e tanques são de aço inoxidável. Todo sistema de refrigeração e remontagem dos vinhos é automático e computadorizado. Também possui barris de carvalho e uma cave para envelhecimento e amadurecimento.

| Vinícola: | Cordilheira de Sant`Ana |
|---|---|
| Razão Social: | Vitivinícola Cordilheira de Sant`Ana Ltda. |
| Proprietário(s): | Gladistão Omizzolo e Rosana Wagner |
| Endereço: | Estrada de Palomas, s/n - Caixa Postal 34 |
| Cidade: | Santana do Livramento |
| CEP: | 97573-970 |
| Região: | Campanha Gaúcha |
| Estado: | Rio Grande do Sul |
| Telefone: | 55-9973-2620 |
| Site: | www.cordilheiradesantana.com.br (faz vendas on-line) |
A escolha da região de Sant’Ana do Livramento, especialmente Palomas, ao sul do Estado do Rio Grande do Sul tem uma motivação técnica própria. Essa região fica localizada a 31º de latitude Sul, o mesmo paralelo de regiões produtoras de vinhos na Argentina, África do Sul e Austrália, países que produzem vinhos de excelente qualidade.
A topografia de Palomas caracteriza-se por coxilhas de até 15% de declividade, com suaves ondulações, o que permite uma excelente exposição dos cachos à luz solar. O solo, composto basicamente por arenito, assegura uma boa drenagem e, por apresentar uma profundidade média de 1,5 a 2 metros, facilita o desenvolvimento radicular das videiras. A fertilidade é média, com teores de matéria orgânica em torno de 1,0 a 1,2 %, o que incide numa menor vegetação e melhor frutificação, ou seja, não há excesso de vigor nas plantas e a produtividade é baixa, favorecendo a produção de frutos com alta concentração de aromas, açúcares e polifenóis.
O clima de Palomas é temperado subtropical, com verões quentes e de alta insolação. Uma vantagem da região de Palomas é a sua continentalidade que, aliada a uma atmosfera límpida (em virtude da baixa umidade relativa do ar), determina maior amplitude térmica diária (diferença entre as temperaturas mínima e máxima) durante o período de maturação. O número de horas de frio, abaixo de 7ºC, está em torno de 380 horas. Este conjunto de índices climáticos favorece, desde um repouso invernal adequado para o acúmulo de nutrientes, até uma maturação equilibrada dos frutos. Isto se traduz, principalmente, na obtenção de vinhos aromáticos, estruturados e potentes.

Não é possível produzir um vinho íntegro sem estar seguro da procedência das uvas. Por esta razão a Vitivinícola Cordilheira de Sant’Ana implantou seus próprios vinhedos.
A partir da compra do terreno iniciou-se a reprodução das mudas que dariam origem ao parreiral. O vinhedo foi implantado de acordo com as condições do terreno. A direção das filas, distância entre plantas, distância entre filas, sistema de condução foliar, tudo foi definido com tecnologia e o máximo de detalhamento. Os tratos culturais do vinhedo, tais como fertilização do solo e das plantas, práticas conservacionistas para o solo, tratamentos fitossanitários, podas secas e podas verdes são discutidos entre os técnicos para a obtenção de uvas de excepcional qualidade. Sempre, em qualquer decisão, há o privilégio da qualidade em detrimento da quantidade e, portanto, a produtividade dos vinhedos é mantida idealmente baixa. As uvas são acompanhadas, analisadas e avaliadas durante o período de maturação. Assim sendo, são colhidas somente após demonstrarem que alcançaram o máximo do seu potencial em termos de complexo aromático e parâmetros físico-químicos tais como açúcares, polifenóis e acidez.

| Enólogo(a): | Rosana Wagner |
|---|---|
| Variedades Tintas: | Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat |
| Variedades Brancas: | Chardonnay, Gewurztraminer e Sauvignon Blanc |
| Área de Uvas Viníferas: | 24 hectares |
| Vinhedos próprios: | 24 hectares |
| Produção de Vinhos Finos: | 90 mil litros |
A elaboração dos vinhos exige conhecimento, paciência e amor. Paciência é um comportamento inerente à profissão do enólogo e amor é um sentimento do qual dispõem-se em profusão. Para a aplicação do conhecimento são necessárias condições tecnológicas adequadas. A construção de uma adega moderna, cujos tanques e equipamentos permitiriam aos enólogos absorverem o máximo da excelente matéria-prima por eles recebida, se fez necessária. Cada um dos passos relativos ao processo de elaboração: o desengaçe dos cachos, o esmagamento das uvas, a clarificação do mosto, a fermentação propriamente dita, a estabilização, a maturação e o envelhecimento dos vinhos são feitos em condições ideais. Os consumidores da Cordilheira de Sant’Ana podem estar certos de que jamais beberão um vinho em que seja necessária a adição de açúcar, de forma que o potencial alcoólico alcançado, bem como a complexidade aromática, a coloração do vinho e suas nuances e o equilíbrio de paladar, sempre refletirão o resultado obtido através do cuidado com a produção das uvas no próprio vinhedo e o trabalho amoroso dos enólogos.
Desta forma espera-se que o consumidor, ao degustar o vinho, perceba que ele foi criado por pessoas que, acima de tudo, trabalham com respeito e honestidade e para quem a tarefa de elaborar bons vinhos não se resume simplesmente a um negócio, mas reflete uma filosofia de vida. Assim sendo, os investimentos iniciados 1999 e estendidos por vários anos originaram o lançamento dos primeiros vinhos apenas em 2005, uma produção muito limitada. Espera-se que o consumidor se extasie com este trabalho e participe, dando a sua opinião, ajudando, a cada colheita, a galgar mais um passo na busca do vinho que lhe concederá plenitude, satisfação e prazer.

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